sábado, 24 de agosto de 2013

Para você adivinhar...


Eu poderia dizer que não vivo sem você. Mas você não é o oxigênio saturando minha hemoglobina, nem é o ritmo regular em dois tempos que promove a minha adequada perfusão tecidual.

Eu poderia dizer que você mora no meu coração. Mas não. O que mora no meu coração são valvas cardíacas, músculos papilares, cordoalhas tendíneas, e bastante sangue circulante de átrios para ventrículos continuamente.

Eu poderia dizer que quando te vejo borboletas voam no meu estômago. Mas nem que eu realmente quisesse ter borboletas no meu estômago, nenhuma delas sobreviveria ao meu Ph gástrico fisiologicamente ácido, é Hcl demais!

Eu poderia dizer que meu coração bate mais rápido e mais forte por você, mas não é por você. É por uma descarga noradrenégica que sensibiliza os receptores adrenégicos do tipo B1 presentes nos miócitos, aumentando o meu cronotropismo e inotroprismo cardíaco, apenas.

Eu poderia dizer que você é a luz que ilumina minha vida. Mas você não é luz, você é 72,9 % água.  A maior parte de você é formada de moléculas de hidrogênio e oxigênio, e não de ondas eletromagnéticas.

Eu poderia dizer que você me faz sentir nas nuvens. Mas acho que isso tem mais a ver com uma inundação de endorfina, serotonina, oxitocina e todos esses neurotransmissores que agem no SNC nos deixando meio bobos e alheios ao mundo real.

Por fim, eu poderia tentar fazer você adivinhar fazendo uma declaração puramente orgânica e fisiológica das minhas reações, do que você é ou não é para mim. Mas não conseguiria. De qualquer forma eu teria que admitir uma verdade: as manifestações do meu sentimento sim, são fisiológicas, mas o que sinto realmente transcende qualquer entendimento científico, qualquer reação química, transcende a capacidade de expressão da linguagem humana (verbal, não verbal e escrita). É mais do que posso explicar, é mais do que posso entender.

E como entender? Um sentimento de etilogia idiopática, fisiopatologia incerta, de manifestações clínicas características que levam a um diagnóstico fácil, porém difícil, um sentimento de tratamento inexistente e de um prognóstico que é melhor nem imaginar. Impossível entender. Mas maravilhoso de viver. Já adivinhou o que é que eu sinto por você? 

Lívia C. B. - com saudade de quando em que esse texto foi escrito. :')

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Sobre sonhar em tempos difíceis


                                      Quando se perde a fantasia do sonho, o que fazer?

Medicina é um sonho. Pergunte aos estudantes de medicina o porquê de terem escolhido esse curso. A maioria dirá que era um desejo de infância que persistiu durante a adolescência, foi alimentado pelas aulas de Biologia e em fim começou a ser consolidado durante os dias de estudo na faculdade e hospitais, e as longas noites de estudo em casa.

É um sonho que persiste. Persiste à saudade de todos aqueles que estudam longe da família. Persiste ao cansaço, aos esforços nem sempre recompensados, persiste toda vez que se vê o sofrimento nos corredores dos hospitais e persiste ao sentimento de impotência que isso trás. O sonho TEM que persistir, pois sempre é ele que nos da força pra continuar.

E o que é esse sonho? É a vontade de ajudar, de fazer a diferença na vida de alguém, de fazer uma pequena diferença nesse mundo. Isso é o que move a maioria das pessoas que decidem pela medicina. Assim aconteceu comigo também. Meu sonho sempre foi a minha força. Agora porém, me vejo em uma situação em que minha força tem que sustentar meu sonho. E isso me deixa com medo.

Vejo de todos os lados nesse país, ideias, decisões, pensamentos, atos que destroem, rasgam, despedaçam o meu sonho. É o governo que não me dá qualquer perspectiva de que haverá condições para que eu possa realizá-lo (com a qualidade que deve ser realizado), é a população que me julga como o “filhinho de papai” que só quer saber de dinheiro, são os outros profissionais de saúde que me veem como egoísta por simplesmente pensar na segurança e bem estar dos meus futuros pacientes.

E aqui eu fico segurando todos os pedacinhos do meu sonho rasgado, colando um a um, com a mesma paciência com que aprendi as pequenas partes da anatomia humana, com a mesma paciência com que memorizei as fisiopatologias mais difíceis e todas aquelas manobras semiológicas. Seguro meu sonho como quem segura um bichinho ferido, porque sei que com todo meu cuidado ele vai sobreviver.

Ele é forte, eu sou forte. Eu tenho a esperança de existir um dia nesse país a medicina com que eu sempre sonhei, sei que um dia a população terá o sistema de saúde que merece, não só na teoria. Claro, provavelmente não viverei para ver esse dia, por isso perdi a fantasia do meu sonho, mas o sonho NUNCA irá morrer. Mesmo todo machucado, o faço persistir, porque sei que não sou a única a sonhar, e quando muitos sonham, mudanças podem ocorrer.

Enquanto isso, é continuar a lutar com esses pedacinhos de sonho rasgado, ajudando da melhor forma que puder, dando o melhor de mim. É tudo o que posso fazer, porque no final das contas... 

but above all, a FIGHTER. 



Lívia C.B.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

An old times lady...

                                                          Deep inside of me!











Lívia C.B. :)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

It’s so hard.


It’s so hard to miss someone, to miss moments and miss it all. It’s so hard to say goodbye when all you want is stay and never leave. It’s so hard to wish that everything were different, that feelings were not confusing and making choices were a little less hard. It’s so hard to be ok with your mind, when your soul is torn apart. It’s hard when the right thing to do is the last thing you wanted to do. It’s hard, but sometimes there are no options. Sometimes all you have to do is hold your tears, raise your head and smile, pretending everything is fine, hoping that someday everything really starts to be fine. And just wait for that moment when you won’t think about it before sleep, after sleep, and all the time between waking up and going to sleep again. Yeah, it’s hard. But, to grow up and become stronger, sometimes you’ll need to let things go, even though it hurts your heart.

Lívia C.B.    :(

sexta-feira, 22 de março de 2013

“It is a risk to love...



                      … what if it doesn’t work out? Ah, but what if it does.” Peter McWilliams

Existe uma época da vida que a gente jura que sabe o que é o amor, que sabe o que é amar. É um tempo de suspiros e sorrisos bobos, onde o ar de novidade faz tudo ter um sentido muito real.

Essa época da vida passa quando as decepções acontecem (elas sempre acontecem), e a gente percebe que o amor não é aquela maravilha toda. Aliás, descobrimos as duras penas que nem tudo que a gente acha que é amor é amor (quase tudo não é). E assim aquela visão mágica e romântica vai embora deixando em seu lugar o gosto amargo de uma, ou várias expectativas perdidas.

Então vem o tempo da desilusão. Quando queremos a todo custo fugir de qualquer sentimento que lembre ou que traga algum resquício daquilo que costumávamos fantasiar. Uma tentativa falha de se proteger de algo do qual não existe proteção. Alguém por acaso já ouviu falar de um modo de prevenção eficaz ao amor?

E nessa ânsia por se proteger, fugir, se prevenir, a gente acaba perdendo chances de ser feliz. O medo de se machucar e de machucar o outro muitas vezes acaba sendo mais forte que a vontade de arriscar.

ARRISCAR. Correr o risco. Encarar a chance de sofrer apostando na chance de ser feliz. Isso faz parte de amar. O medo, a confusão e a ansiedade também entram no processo. E o que finaliza tudo é a dúvida. Muitas dúvidas. A principal delas vem do fato de que a gente nunca vai saber de verdade o que é esse sentimento.

Porque assim como não existe prevenção, também não existe diagnóstico. Ele se confunde com muitos outros sentimentos como paixão, carinho, amizade, afeto, desejo, enfim, é tudo misturado. Se você sente um monte de coisa misturada, então talvez isso seja amor, talvez. Só o tempo pode dizer.

Por isso desisti de tentar entender, passei a arriscar, e apenas sentir. Desisti de tentar me proteger e resolvi esquecer as cicatrizes que os amores passados deixaram em mim. Não me preocupo mais em ter um diagnóstico e parei de imaginar o prognóstico, apenas me esforço para que ele seja o melhor possível, dentro do possível.

Eu não sei o que vai ser, o que vai acontecer. O que eu sei é que quando fecho os olhos eu vejo alguém que me faz feliz e que eu quero fazer muito feliz. Isso é amor? Talvez sim. Mas o mais importante é que não é um sonho, não é uma fantasia. É uma realidade.

Lívia C.B.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Um bom começo


"A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.” Sigmound Freud

Falar sobre felicidade é como tatear no escuro. Não existem conceitos sólidos ou definições completamente corretas para que se possa embasar. Sabe-se que ela é desejada por todo ser humano, que às vezes ela parece ser inalcançável e que a maneira de obtê-la é quase sempre dita como frases batidas e vazias.

Dizem que ela não é o fim do caminho, é o modo como se chega lá. Que ela não é o que se tem, é o que se é. Que ela só é verdadeira se vier da felicidade de outrem. Dizem que ninguém é feliz sem amar alguém, se amar e ser amado. Talvez tudo isso tenha um fundo de verdade, talvez nem tudo.

O fato é que a felicidade não é igual pra todos, muito menos a forma como se a tem ou a forma como se acredita tê-la. Como disse o pai da psicanálise, ela é um problema individual. Um enigma que cada um deve decifrar a sua maneira, sem necessariamente se guiar por ideias pré-concebidas, procurar receitas, remedinhos milagrosos ou livros de auto-ajuda que só dizem o que todo mundo já sabe.

A vida é cheia de coisas que não podem ser explicadas ou racionalizadas e a felicidade com certeza é uma delas. Por isso, penso que quanto mais procurarmos uma lógica, quanto mais tentarmos entendê-la, mais longe estaremos dela. A felicidade a gente simplesmente vive, se deixa viver. Ela pode estar em um momento, em pequenos detalhes ou em grandes conquistas. Pode estar em um sorriso, mas em uma lágrima também.

Ninguém dirá que esta feliz a qualquer momento em que seja indagado, mas todos nós deveríamos dizer que somos felizes no todo, na somatória o nosso saldo deve ser positivo. E isso tem pouco a ver com as circunstâncias as quais somos defrontados, tem mais a ver com a maneira como enxergamos a vida e o modo como lidamos com a realidade ao nosso entorno.

Por que impor condições para a felicidade se podemos ser felizes com o que temos, do jeito que somos, com aqueles que conhecemos, com as coisas que gostamos de fazer? Podemos ser felizes! Sim, nós podemos, basta descobrir uma maneira particular de sentir-se feliz, e pra começar a descobrir, simplesmente sorria. Um sorriso com certeza é um bom começo para ser feliz. :)

Lívia C.B.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

"Que é o Natal? ...

... É a ternura do passado, o valor do presente e a esperança do futuro. É o desejo mais sincero de que cada vida se encha de bençãos ricas e eternas, e de que cada caminho nos leve a paz. " Agnes M. Pharo











                                                                Feliz Natal!
fonte: weheartit
Lívia C.B.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Não diga que a vitória esta perdida



Muitas vezes nos defrontaremos com obstáculos que parecerão impossíveis de serem superados, que nos farão sentir fracos e insignificantes diante da vida, que nos darão a falsa impressão de que somos incapazes de realizar um objetivo, um sonho.

Nesses momentos de angústia devemos procurar incansavelmente por aquela força que fica escondida em nós, aquela que muitas vezes nem sabemos existir. Mas ela existe! E cada um tem a sua forma de encontrá-la. Eu, particularmente, acredito no caminho da fé. A fé em Deus, a fé no amor divino, a fé na vida, a fé em si mesmo.

Não é que ela mova montanhas, como diz o ditado, mas da sim, a força que precisamos pra subir a montanha, contorná-la, destruí-la em pedacinhos e o que mais for necessário. A fé é o porto seguro. Ela nos ensina a transformar lágrimas em ensinamentos, medos em coragem, dúvidas em tranquilidade, ansiedade em momentos de paz.

Ela nos ensina que somos mais fortes do que podemos imaginar, que aguentamos muito mais do que pensamos poder suportar. Porque estamos aqui pra viver, e não pra desistir. Embora, desistir seja mais fácil. Claro, ser fraco é mais cômodo que ser forte, mas ser forte sempre será a melhor escolha. A única escolha.

Já dizia Raul Seixas, “Não diga que a vitória está perdida. Tenha fé em Deus, tenha fé na vida. Tente outra vez!”.

Tente outra vez, e mais uma, e mais uma vez, e quantas vezes forem necessárias. Lute até o ultimo segundo. Porque o esforço sempre é recompensado, talvez não no tempo em que esperamos que ele seja recompensado, mas será recompensado, no tempo certo. Tudo tem seu tempo certo.

E se desistirmos de lutar, então, que sentido terá viver? Que sentido terá existir aqui nesse mundo? Porque o sentido de existir na Terra como um ser humano é lutar sempre, é viver intensamente, nunca desistir dos sonhos, ter fé, tentar outra vez, mil vezes, nunca dizer que a vitória esta perdida. Ela nunca estará perdida, e o caminho pra chegar a ela, esta dentro de nós. Basta procurar.

Lívia C.B.

domingo, 4 de novembro de 2012

Pequenos detalhes



Pequenos detalhes não me deixam desistir, eles sussurram no meu ouvido dizendo que eu seria uma boba se não lutasse por aquilo que quero, que seria uma boba se deixasse a vida passar diante dos meus olhos simplesmente.

Os pequenos detalhes me fazem perceber que a minha razão não precisa ir necessariamente contra a minha emoção, as duas podem fazer as pazes de vez em quando, não só podem como devem. E devem fazer isso para que eu possa ser feliz.

Esses detalhes me impedem de esquecer o que não deve ser esquecido, me fazem viver o que deve ser vivido. Eles me ensinam a entender os meus próprios sentimentos e a lidar com eles da melhor forma possível.

É nos pequenos detalhes que encontro as respostas quando não sei o que esperar, quando estou confusa e insegura. Os pequenos detalhes são meu porto seguro. Eles me dizem no que devo acreditar.

Os pequenos detalhes são olhares que sorriem e sorrisos que confortam. São mensagens carinhosas e abraços que protegem. É um "vai ficar tudo bem" que realmente faz ficar tudo bem, mesmo que nada esteja bem. São silêncios que dizem tudo e conversas que alegram mais que tudo. É aquela sensação de que se esta no lugar certo, na hora certa, com a pessoa certa.

Pequenos detalhes são coisas que muitas vezes não podem ser explicadas, ou mesmo enumeradas completamente, são coisas que muitas vezes a gente não entende. E não é porque a gente não entende que se pode fingir que não estão lá.

Os  detalhes não devem ser ignorados nunca. Porque muitas vezes esses pequenos detalhes nos guiam a tomar atitudes que podem fazer a diferença em nossas vidas. Diferença pra melhor. :)

Lívia C.B. 

domingo, 21 de outubro de 2012

Sobre expectativas



Segundo o dicionário, expectativa é uma esperança fundada em promessas, viabilidades ou probabilidades. Na vida, esse pequeno verbete é muito mais complicado do que parece ser a princípio. As expectativas, especialmente quando exageradas e principalmente quando envolvem sentimentos, podem machucar bastante.

Já dizia o mais famoso poeta e dramaturgo inglês, senhor William Shakespeare: “Não quero pensar, não quero fazer planos, não quero criar expectativas. Quero apenas que os dias passem.”.

Não criar certos tipos de expectativas é abrir as portas para o inesperado. É tornar os momentos felizes mais felizes pelo sabor da surpresa, e tornar os momentos tristes menos tristes pela ausência da decepção. Não criar expectativas impossíveis é ser alegre sem precisar sair da realidade, sem precisar tirar os pés do chão.

Porém, o fato é que esperar acontecimentos futuros (possíveis ou não) faz parte da essência do ser humano. Algumas pessoas fazem mais planos que outras, anseiam mais pela realização de certos objetivos, outras são mais tranquilas. Mas ninguém pode dizer que não espera algo de alguma coisa, ou de alguém.

E esperar alguma coisa de alguém é o caminho mais curto pra frustração. Porque não fomos feitos pra corresponder expectativas de outras pessoas. Temos, sim, responsabilidade com o que esperamos de nós mesmos (e muita!), mas nunca com o que esperam de nós.

Nesse sentido é que as decepções são tão comuns no amor. Amar é sonhar, e sonhar é criar expectativas. E nesse caso, criar expectativas essencialmente em outra pessoa. É impossível não querer que o outro corresponda o sentimento, que o outro sonhe junto, querer carinho e atenção. É utopia dizer que se pode amar sem criar expectativas, sério.

Mas a gente pode controlar as expectativas e impedir que elas nos machuquem, não só no amor, mas em tudo que envolva esperanças. É se basear na realidade, e não em fantasias, pra esperar algo do futuro. É analisar as probabilidades, as chances reais. É sempre evitar depositar expectativas em outra pessoa, e quando isso for inevitável, procurar fazê-lo de forma branda e superficial.

Repare, eu não disse em nenhum momento que não devemos criar expectativas. Na minha opinião, devemos sim criar expectativas, mas somente aquelas que são devidamente embasadas, que são possíveis de ser realizadas, aquelas que nos movem para o sucesso na vida. Essas sim devem ser cultivadas e muito bem cultivadas, para que um dia possamos colher os doces frutos da autorrealização.

Os outros tipos de expectativas, aquelas infundadas e fantasiosas, são barreiras pra nossa felicidade, e barreiras devem ser ultrapassadas, superadas com coragem e determinação, sempre!

Lívia C.B.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

''Então venha comigo...

 ...onde nascem os sonhos, e o tempo nunca é planejado. Basta pensar em coisas alegres, e seu coração vai voar para sempre!"  Peter Pan








                                                                    weheartit

Lívia C.B. Will never grow up!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Talking to the moon,


Sabe aqueles dias em que se quer parar o universo pra poder pensar na vida? Sem interrupções, somente você e a lua belíssima no céu em uma conversa sem fim?

Algumas vezes essas reflexões malucas mostram que a gente não está no caminho certo, outras vezes elas confirmam que as decisões foram tomadas corretamente. De vez em quando elas também podem nos confundir ainda mais, mas de qualquer forma, sempre nos sentimos melhor depois refletir sob a luz do luar.

Precisamos disso,  porque precisamos de tempo. Tempo pra nos afastar daquilo que nos preocupa, pra enxergar aquilo de longe e tentar entender o contexto da situação, tentar entender os sinais, ver onde cada peça se encaixa, pra tentar montar o quebra cabeça. Tempo pra construir uma ideia, pra tomar decisões, pra escolher a melhor conduta, pra olhar o quebra cabeça e formar uma opinião.

Nem sempre vai ser fácil olhar tudo de longe, se desligar, fazer de conta que você não pertence àquela história. Isso será bem difícil na maioria das vezes. Mas é necessário parar para refletir em uma noite qualquer.

Porque depois de tanto refletir, chega um momento em que admirar aquela lua maravilhosa, com toda sua serenidade e imponência, se torna muito mais interessante que divagar sobre qualquer situação. Chega um momento em que toda aquela beleza nos faz sorrir, pura e simplesmente. Mesmo que as preocupações não tenham se resolvido.

E a gente entende que se preocupar é perda de tempo, de energia e de vida! E que na verdade aquilo que nos aflige não é nada em se comparando com a magia de uma lua enorme brilhando no céu. Nunca nenhum problema será maior que todos os milagres que nos rodeiam. 

As vezes você só precisa tentar ser o centro do universo um momento, pra perceber que o universo é muito maior que você. (:

Lívia C.B

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Sobre o que acreditamos,



A crença popular diz que o tempo cura tudo. Cura dores, cura medos, cura aflições, cura tristezas, cura dúvidas. Eu digo que o tempo não cura nada, nada, nada. O tempo é insignificante em se comparando com o poder que tem o cérebro humano.

O que quero dizer é que o indivíduo nunca irá superar o que deve ser superado se não quiser que isso aconteça, por mais que passe um milhão de anos. Para superar a dificuldade tem querer de verdade, não só da boca pra fora, não pra se fingir de forte, não pra tentar enganar a si mesmo. Quando queremos ajuda, aí sim o tempo contribui.

A crença popular diz que “água mole pedra dura, tanto bate até que fura”. Sim, persistência é fundamental, persistir em ser forte quando tudo quer te enfraquecer é um ato de coragem, é uma atitude louvável. Mas nem sempre persistir é a melhor escolha. Há uma linha tênue entre não querer desistir, e não querer ir em frente.

Se uma pedra realmente não quer ceder de jeito nenhum, que mal há em procurar outra pedra? Porque não mudar os planos? As pessoas maleáveis, que se adaptam a realidade com tranquilidade, são as mais satisfeitas com a vida.

Todos sempre repetimos o clichê de que tudo vai dar certo no final. É quase um mantra. Vai dar certo, vai dar certo, vai dar certo. Me pergunto, e se não der? E se não terminar bem? Na verdade, a melhor pergunta é, quando é que termina? Aposto que ninguém vai saber responder.

É por isso que a frase de Orson Welles, um cineasta americano da década de 30, é uma das minhas citações preferidas. "Se você quer um final feliz, isso depende, é claro, de onde você para a história."

Se colocarmos as nossas expectativas em uma pespectiva mais ampla, veremos que muitas vezes estamos exigindo resultados de mais, e colocando determinantes em excesso pra nossa própria felicidade. A felicidade não pode ser determinada, ela deve simplesmente existir, apesar dos finais.

Os ditados e os clichês só nos mostram a tendência que o ser humano tem de querer viver com medidas certas, seguras. Viver não é seguir uma receita de bolo, nada é certo. As vezes até o bolo desanda, com receita e tudo!

Não adianta tentar consolidar uma ideia, e fazer com que ela seja completamente verdadeira e aplicável, nunca será. Existem situações diferentes, épocas diferentes, contextos diferentes, e o que dizemos ou acreditamos sempre deverá ser repensado, uma, duas, mil vezes.

No ultimo post eu disse que devemos aprender com a vida sempre, hoje eu digo que devemos não só aprender com a vida, mas também adaptar as nossas crenças de acordo com o nosso próprio amadurecimento. Não é fácil admitir que as nossas filosofias pessoais podem não ser verdades absolutas, não é fácil, mas é necessário.

Lívia C.B.

domingo, 19 de agosto de 2012

A gente aprende,


Que nem tudo é como queremos que seja. Que nem todo esforço é recompensado. Que nem tudo que é errado é punido. Que o perfeito pode não ser real, e que o real nunca é perfeito. Que a vida da muitas voltas, e sempre há uma surpresa para nos tirar do chão seguro, para nos envolver em um mar de incertezas.

A gente aprende que não há como evitar decepções, choros e saudades. Que não adianta tentar se proteger do sofrimento, ele faz parte da vida, é necessário. E é sofrendo que aprendemos a dar valor nas alegrias. Aprendemos que tudo tem o seu tempo certo, e que cada pessoa tem seu próprio tempo, seu próprio espaço.

A gente aprende que o respeito e a educação são as maiores virtudes de um ser humano, que cada ser humano é único, e aí está a beleza da vida. Aprendemos que nem sempre o caminho escolhido é como pensávamos que seria, mas que nem por isso precisamos desistir de ir em frente, lutar e vencer cada obstáculo.

A gente aprende que o amor pode doer, e que quando dói, dói muito! Aprendemos também que por mais que o amor doa sempre vamos procurá-lo, e sempre vamos acreditar que “dessa vez” talvez seja diferente. Aprendemos que amar independe da nossa vontade, que é impossível trancar o coração a sete chaves e obriga-lo a hibernar por tempo indeterminado, porque ele é rebelde, nunca será domesticado.

A gente aprende que o sucesso de amanhã depende de tudo que somos hoje, e que não se pode viver pensando apenas em aproveitar o momento presente. Tudo deve ter um equilibrio, e escolhas difíceis sempre terão que ser tomadas em favor do futuro. Aprendemos que mágoas são pesos desnecessários na bagagem da vida, e que fazer alguém feliz é a melhor felicidade do mundo.

A gente aprende que a família é sagrada, que a fé é algo divino, e que acreditar em Deus é a forma mais bela de enxergar o mundo e de entender o milagre que é viver. Aprendemos a agradecer todos os dias pela dádiva de existir.

E por fim, a gente aprende que o aprendizado nunca tem um fim. Cada dia é uma nova experiência, uma nova perspectiva, um modo diferente de ver as coisas. As pessoas sempre trazem pra nós um mundo de descobertas, de ideias, de ideais. A vida é dinâmica, e a gente tem que aprender com ela, sempre.

Lívia C.B.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Reflexões Semiológicas,



Anamnese. Uma história, a história do paciente e da doença. A história que deve ser contada e confiada, embasada em uma relação médico-paciente sólida de bastante confiança mútua. Perguntas, muitas perguntas. Investigação. O que ele tem? O que há por trás de tantos sintomas desencontrados?

Vocabulário médico, Deus do céu! Pirose, Sialose, Epistaxe, Hematemese, Hemoptise, Xantopsia, Iantopsia, Diplopia, Oligúria, Anúria, Astenia, Disfagia, Otorragia, AAAAH!!!! Quantos nomes pra minha cabecinha pequena gravar. Nomes técnicos em uma história cronológica, sem furos, sem informações inúteis. Objetiva e prática.

Exame físico. Inspeção, Palpação, Percussão, Ausculta. Tudo! Dos fios de cabelo aos dedos dos pés. Nada pode fugir. Se é dor... É Nonciseptiva, Neuropática, Mista ou Psicogênica? É Somática, Visceral, Referida e/ou Irradiada? Onde? Quando? Em escala de 1 a 10, que número o senhor daria? Fatores de alívio? Fatores agravantes?

Se é dispnéia, é inspiratória ou expiratória? Vem acompanhada de dor torácica? Tosse Produtiva? Improdutiva? A respiração melhora em ortostática? Piora em decúbito dorsal? E os estertores, roncos e sibilos? O paciente tem anemia? Tem alterações neuromusculares? Doença coronariana? É fumante?

Uma mente investigativa, curiosa, observadora, detalhista e rápida. É isso que a semiologia quer, assim é uma mente médica, é assim que minha mente deve ser. Deve, mas não é. Minha mente não passa de uma mente pseudo-médica bastante desequilibrada, tonta com tantas informações, já cansada na segunda semana de aula, e assustada com essa tal de medicina.

Semiologia médica, é o que tem pra hoje no Pulo de Pipoca. Não é nem de longe um texto poético e emotivo, mas é só o que ocupa meu cérebro. Ocupa TODO o meu cérebro, e ele precisa trabalhar, agora mesmo!

Lívia C.B.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

As palavras, em mim, são eternas;



o que é eterno em você?

As palavras sempre me ajudaram nos momentos mais difíceis. Elas surgem como se tivessem vida própria, e trazem em cada letra pedacinhos de sentimentos que antes sufocavam meu coração.

Transformar as emoções em textos é um grande alívio, mas é um alívio que requer muito tempo e uma mente livre pra imaginar, para se concentrar. E cada vez é mais difícil ser assim tão livre e tão subjetiva, quando tudo que aprendo me força a ser objetiva, pratica e rápida.

É ver, ler e memorizar pra depois lembrar e agir. Em segundos. Porque a vida não me dará tempo de refletir, divagar sobre os porquês, sobre passarinhos no céu e fantasias infantis. A realidade não me dará chance de aliviar meu coração em palavras sempre que eu precisar.

E assim mergulho em mim mesma e continuo a girar e girar em torno de indagações. São perguntas sobre se ainda serei eu mesma quando tudo mudar, se as coisas que gosto de fazer irão combinar com a pessoa que eu pretendo ser.

Mas sabe, a algum tempo conheci uma certa menina que me ensinou a viver intensamente, ela me ensinou que tudo que eu desejo, sonho, sinto ou penso deve ser eterno. Não eterno para o mundo, mas eterno pra mim mesma. Por um acaso a conheci, porque já fui essa menina.

Eu sei também que ela costumava se esconder atrás das palavras por medo de encarar os seus sentimentos. Mas ela cresceu e não se esconde mais. Hoje ela apenas usa as palavras como uma forma de entender a si mesma, e tornar tudo a sua volta mais intenso, mais real e eterno.

Ela precisa disso. Eu preciso. E essa pessoa que eu pretendo ser também vai precisar. Não há distinção entre passado, presente e futuro quando se trata de ser alguém, de ser humano, de simplesmente ser.

Talvez com o tempo eu realmente perca um pouco da fantasia, do encanto, do tempo dedicado à escrita. Mas isso não quer dizer que eu deva parar. E também não quer dizer que serei menos feliz. Só quer dizer que irei amadurecer, e isso com certeza será devidamente registrado em palavras. Provavelmente escritas de forma diferente, mas ainda serão minhas palavras.

Porque a realidade a nossa volta é tudo menos imutável, e as mudanças nos fazem passar por momentos de dúvida, de insegurança. Nós amadurecemos com isso, mas nunca, nunca deixamos de ser quem realmente somos. 

Por isso é importante encontrar algo imutável em nós mesmos, algo que nos acompanhará por toda a vida, algo que seja eterno, não necessariamente eterno para o mundo, mas eterno em nosso ser.

Lívia C.B.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dia do Amigo



“A glória da amizade não é apenas a mão estendida, o sorriso carinhoso, ou a delícia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você.” Ralph Waldo Emerson

Todos os dias são dias de lembrar e cuidar dos amigos. Dia 20 de Julho é especial, é dia não só de lembrar e cuidar, mas de refletir sobre a importância das nossas amizades e reconhecer que não seriamos quem somos sem esses presentes de Deus em nossas vidas.

Presentes que estão sempre ao nosso lado, por anos e anos, secando nossas lágrimas, empurrando contra os medos, sorrindo simplesmente. Falando besteiras, bebendo coca-cola, litros de coca-cola, sem medo de engordar. Presentes que escutam, mas que falam também e aconselham, mesmo sabendo que os conselhos não serão exatamente seguidos.

São pra eles que corremos quando tudo parece dar errado, porque quando não encontramos solução, eles encontram, sempre encontram. E quando a angústia aperta no peito, eles estão lá ao lado para nos curar com um abraço apertado, ou confortar com uma mensagem carinhosa.

Distância? Ela não é problema, porque esses presentinhos conseguem se fazer presentes mesmo a milhares de quilômetros. Não existe distância que afaste corações unidos. Isso é clichê, verdade. Mas amizade é clichê e amigos não se importam em serem clichês, não se importam se estão sendo ridículos ou se estão falando coisas sem sentido.  Não há com o que se preocupar, já que todos vão rir depois da piada sem graça, nem que seja rir da risada um do outro.

Amigos de verdade não se deixam abalar pelas discussões nos trabalhos de patologia, e se consolam depois de uma prova sinistra, de uma nota desesperadora, ou de uma aula infinita. Amigos discutem seus relacionamentos amorosos em alto e bom som comendo coxinha e bebendo suco de laranja na cantina, sem medo de serem felizes. E juntos se apoiam em todos os obstáculos, para juntos realizarem um grande sonho.

Existem amigos tão especiais que somente vê-los já nos faz sorrir, e que apenas com uma conversa conseguem tirar todo o peso das nossas costas, como num passe de mágica. Alguns amigos disponibilizam suas casas para os outros chorarem, e isso é muita generosidade (obrigada!). Certos amigos se beijam de vez em quando e ficam meio confusos, mas tudo se ajeita. Porque no fim das contas amigos são amigos, apesar dos beijinhos.

E nesse dia tão especial, eu agradeço aos meus queridos por me aturarem com as minhas chatices e frescurites. Agradeço por confiarem e acreditarem em mim, e por me fazerem acreditar em mim mesma.  Agradeço por todas as conversas, conselhos, encorajamentos, bagunças, estudos, trabalhos, festinhas, cinemas, tardes de risadas, os dias de sol, os dias de chuva, as viagens, e todas as histórias que tenho pra contar.

Obrigada por fazerem parte da minha vida, e claro, obrigada por me fazerem feliz!

Lívia C.B.

sábado, 23 de junho de 2012

Heart vs. Head


                                            You have a decision to make.

Paradoxo, contradição, contra senso, incoerência, divergência, indecisão. São substantivos que dominam completamente o cérebro de todos nós, em qualquer época, nas mais diversas situações.

Há muito tempo me pergunto o porquê de sermos tão confusos, tão indecisos. Porque é tão difícil tomar uma decisão e persistir nela? Porque é tão difícil entender o contexto, entender os outros, e principalmente, entender a si mesmo? Porque o simples tende a se tornar complicado e o complicado a se tornar impossível?

O fato é que vivemos um conflito interno constante entre o que queremos e o que sabemos ser o certo. A sabedoria popular diz que o coração e a cabeça não se dão muito bem. O grande escritor Augusto Cury diz que a mente humana é como o pêndulo de um relógio que flutua entre a razão e a emoção, e diz ainda que devemos tomar cuidado com os desvios desse pêndulo.

Acredito de verdade que somos tão indecisos e confusos porque não conseguimos chegar ao equilíbrio entre a nossa razão e a nossa emoção. O pêndulo desvia a direção, e nem se quer percebemos que algo mudou em nossa mente. Não é uma questão de imaturidade, é apenas a dificuldade natural de organizar os pensamentos e os sentimentos.

Isso é especialmente complexo quando a razão diz o que a emoção não quer ouvir. E é aí que os problemas acontecem. A razão pensa, a emoção não.  A razão decide, a emoção confronta. A razão explica, a emoção não aceita. E no fim desse angustiante cabo de guerra, a emoção quase sempre vence. Algumas vezes isso é bom pra nós, muitas vezes não é.

Realmente não sei como conseguir o equilíbrio. Até porque, sou o oposto de qualquer coisa que possa envolver equilíbrio. Vou do extremo da razão ao extremo da emoção em milésimos de segundo, é impressionante. Meu pêndulo não desvia de direção, ele da um giro de 360 graus seguido de um mortal pra trás e termina plantando bananeira.

Mas sabe, talvez encontrar esse equilíbrio seja sim uma missão impossível, não só pra uma pessoa maluca como eu, mas pra todos nós. Apesar disso, acho interessante começar a compreender como funciona a nossa mente, como agimos, como sentimos. Penso que quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais fácil é controlar os impulsos e discernir os momentos certos de seguir a razão, ou a emoção.

Ninguém precisa ser totalmente equilibrado, mas precisamos ter o controle da nossa razão pelo menos na medida de reconhecer o caminho errado, e o controle da nossa emoção pelo menos na medida de não tomar o caminho errado. Porque no fim, conseguir evitar uma decepção ou um arrependimento já é uma grande vitória.

Lívia C.B.

domingo, 10 de junho de 2012

difícil não é lutar por aquilo que se quer,



É terrível abdicar de algo que nos faria feliz, mas muitas vezes as circunstâncias impedem que aconteça aquilo que queremos e ninguém pode ser culpado por isso, porque a realidade simplesmente é assim, são os fatos, é a vida.

A vida mostra que quando somos “gente grande” temos que tomar decisões e definir prioridades. E as prioridades geralmente dificultam os nossos relacionamentos, qualquer tipo de relacionamento. Infelizmente.

E um relacionamento que passa de somente amizade é muito vulnerável, especialmente quando começa em meio a milhares de outras prioridades. Especialmente quando os envolvidos não tem tempo pra dedicar-se um ao outro.

É importante perceber a hora de parar de tentar, porque é inútil investir forças em uma luta que já começou sem chances reais de vitória. O que não quer dizer que a intenção não tenha valido a pena, claro que a intenção vale, e vale muito! Mas não é só de intenção que se constrói um amor.

Vai doer, vai chorar, vai sentir falta. Sentir falta não só do que foi, mas também do que poderia ter sido. Especialmente do que poderia ter sido. Mas fazer o quê? Se consolar com o fato de que ainda pode acontecer, um dia talvez, provavelmente, possivelmente. Quem adivinha o futuro?

O que sabemos é que agora não é hora. Não é hora de trazer mais confusão pras nossas vidas já tão bagunçadas. Não é hora de se preocupar com sentimentos, e sim com livros, muitos livros.

Talvez tudo o que eu disse vá completamente na contra mão do que dizem as minhas filosofias pessoais, é verdade. Eu sempre digo para aproveitarmos as chances que a vida nos dá, que devemos valorizar os sentimentos e fazer tudo valer a pena. Mas a vida real não se dá tão bem com filosofias quanto palavras postadas em um blog. Infelizmente.

Apesar disso, felizmente a vida real ainda nos deixa preservar os amigos, e quando somos adultos temos o dever de não deixar essas pequeninas confusões afetarem as nossas amizades. Porque elas são preciosas, e devem estar acima de tudo! Acima até de uma possibilidade de relacionamento amoroso frustrada.

Sabe, Bob Marley disse um dia que difícil não é lutar por aquilo que se quer e sim desistir daquilo que se mais ama. Hoje eu vejo o quanto ele tem razão. 


Lívia C.B.  - disculpa pipoco. :(

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Good memories



Ser humano é ser imperfeito, é cometer erros. Muitos erros, todos os dias. São erros de comunicação, erros de interpretação, erros de comportamento, erros em relacionamentos. Mas talvez o nosso maior erro seja acreditar que nada pode nos abalar, é sentir que nós e todos a nosso volta estão imunes a qualquer fatalidade.

É sempre um choque quando a vida nos mostra o quanto somos errados em nossos sentimentos de superioridade. É como se a razão caísse com toda força sobre nós, trazendo a tona essa insegurança que tanto tentamos esconder de nós mesmos.

A insegurança que é “estar vivo” sabendo que a qualquer momento isso pode mudar, não só pra nós, mas também, e principalmente, pras pessoas que amamos. Se é simplesmente insuportável imaginar a dor que sentiríamos com a perda de alguém querido, imagina como é perder realmente alguém que amamos.

É tão claro, tão óbvio que a morte faz parte da vida. E mesmo assim, é tão difícil aceitá-la como um evento natural, tão difícil acreditar que ela um dia chegará a nós.

Somos humanos, somos imperfeitos por natureza. Temos necessidade de expressar o nosso amor fisicamente, como se o amor fosse ligado a matéria. Não. O amor transcende a metéria, e transcende qualquer tipo de energia e até mesmo ao tempo. O amor não precisa da presença, ele só precisa de alguém disposto a amar, apesar das distâncias, apesar das diferenças, apesar da morte.

Quando entendemos isso, o fim da vida não parece mais tão injusto ou angustiante. Conseguimos entender a morte como o caminho de todos nós.  O problema é que somos humanos. Não é da nossa natureza entender o amor e suportar a ausências com naturalidade, simplesmente somos assim. Somos Imperfeitos.

E sendo assim, seres tão errantes, o melhor que podemos fazer é viver intensamente sempre. É não desperdiçar chances, é não deixar de aproveitar momentos felizes por razões supérfluas, é ter a coragem de amar e de ser amado, de rir, de esquecer os problemas um segundo e cuidar daqueles que nos fazem felizes.

Porque no fim as boas lembranças serão o nosso maior consolo. As boas lembranças nos farão eternos, eternos no amor de todos os que no rodeiam. Elas mostrarão que a vida foi vivida e foi valorizada. Elas mostrarão que a vida valeu a pena.

I wanna leave my footprints on the sands of time 
Know there was something there 
And something that I left behind 
When I leave this world, I'll leave no regrets 
Leave something to remember, so they won't forget 
I was here, I lived, I loved, I was here. 
                                           I was here - Beyoncé
Lívia C.B.