sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Talking to the moon,


Sabe aqueles dias em que se quer parar o universo pra poder pensar na vida? Sem interrupções, somente você e a lua belíssima no céu em uma conversa sem fim?

Algumas vezes essas reflexões malucas mostram que a gente não está no caminho certo, outras vezes elas confirmam que as decisões foram tomadas corretamente. De vez em quando elas também podem nos confundir ainda mais, mas de qualquer forma, sempre nos sentimos melhor depois refletir sob a luz do luar.

Precisamos disso,  porque precisamos de tempo. Tempo pra nos afastar daquilo que nos preocupa, pra enxergar aquilo de longe e tentar entender o contexto da situação, tentar entender os sinais, ver onde cada peça se encaixa, pra tentar montar o quebra cabeça. Tempo pra construir uma ideia, pra tomar decisões, pra escolher a melhor conduta, pra olhar o quebra cabeça e formar uma opinião.

Nem sempre vai ser fácil olhar tudo de longe, se desligar, fazer de conta que você não pertence àquela história. Isso será bem difícil na maioria das vezes. Mas é necessário parar para refletir em uma noite qualquer.

Porque depois de tanto refletir, chega um momento em que admirar aquela lua maravilhosa, com toda sua serenidade e imponência, se torna muito mais interessante que divagar sobre qualquer situação. Chega um momento em que toda aquela beleza nos faz sorrir, pura e simplesmente. Mesmo que as preocupações não tenham se resolvido.

E a gente entende que se preocupar é perda de tempo, de energia e de vida! E que na verdade aquilo que nos aflige não é nada em se comparando com a magia de uma lua enorme brilhando no céu. Nunca nenhum problema será maior que todos os milagres que nos rodeiam. 

As vezes você só precisa tentar ser o centro do universo um momento, pra perceber que o universo é muito maior que você. (:

Lívia C.B

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Sobre o que acreditamos,



A crença popular diz que o tempo cura tudo. Cura dores, cura medos, cura aflições, cura tristezas, cura dúvidas. Eu digo que o tempo não cura nada, nada, nada. O tempo é insignificante em se comparando com o poder que tem o cérebro humano.

O que quero dizer é que o indivíduo nunca irá superar o que deve ser superado se não quiser que isso aconteça, por mais que passe um milhão de anos. Para superar a dificuldade tem querer de verdade, não só da boca pra fora, não pra se fingir de forte, não pra tentar enganar a si mesmo. Quando queremos ajuda, aí sim o tempo contribui.

A crença popular diz que “água mole pedra dura, tanto bate até que fura”. Sim, persistência é fundamental, persistir em ser forte quando tudo quer te enfraquecer é um ato de coragem, é uma atitude louvável. Mas nem sempre persistir é a melhor escolha. Há uma linha tênue entre não querer desistir, e não querer ir em frente.

Se uma pedra realmente não quer ceder de jeito nenhum, que mal há em procurar outra pedra? Porque não mudar os planos? As pessoas maleáveis, que se adaptam a realidade com tranquilidade, são as mais satisfeitas com a vida.

Todos sempre repetimos o clichê de que tudo vai dar certo no final. É quase um mantra. Vai dar certo, vai dar certo, vai dar certo. Me pergunto, e se não der? E se não terminar bem? Na verdade, a melhor pergunta é, quando é que termina? Aposto que ninguém vai saber responder.

É por isso que a frase de Orson Welles, um cineasta americano da década de 30, é uma das minhas citações preferidas. "Se você quer um final feliz, isso depende, é claro, de onde você para a história."

Se colocarmos as nossas expectativas em uma pespectiva mais ampla, veremos que muitas vezes estamos exigindo resultados de mais, e colocando determinantes em excesso pra nossa própria felicidade. A felicidade não pode ser determinada, ela deve simplesmente existir, apesar dos finais.

Os ditados e os clichês só nos mostram a tendência que o ser humano tem de querer viver com medidas certas, seguras. Viver não é seguir uma receita de bolo, nada é certo. As vezes até o bolo desanda, com receita e tudo!

Não adianta tentar consolidar uma ideia, e fazer com que ela seja completamente verdadeira e aplicável, nunca será. Existem situações diferentes, épocas diferentes, contextos diferentes, e o que dizemos ou acreditamos sempre deverá ser repensado, uma, duas, mil vezes.

No ultimo post eu disse que devemos aprender com a vida sempre, hoje eu digo que devemos não só aprender com a vida, mas também adaptar as nossas crenças de acordo com o nosso próprio amadurecimento. Não é fácil admitir que as nossas filosofias pessoais podem não ser verdades absolutas, não é fácil, mas é necessário.

Lívia C.B.