sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dia do Amigo



“A glória da amizade não é apenas a mão estendida, o sorriso carinhoso, ou a delícia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você.” Ralph Waldo Emerson

Todos os dias são dias de lembrar e cuidar dos amigos. Dia 20 de Julho é especial, é dia não só de lembrar e cuidar, mas de refletir sobre a importância das nossas amizades e reconhecer que não seriamos quem somos sem esses presentes de Deus em nossas vidas.

Presentes que estão sempre ao nosso lado, por anos e anos, secando nossas lágrimas, empurrando contra os medos, sorrindo simplesmente. Falando besteiras, bebendo coca-cola, litros de coca-cola, sem medo de engordar. Presentes que escutam, mas que falam também e aconselham, mesmo sabendo que os conselhos não serão exatamente seguidos.

São pra eles que corremos quando tudo parece dar errado, porque quando não encontramos solução, eles encontram, sempre encontram. E quando a angústia aperta no peito, eles estão lá ao lado para nos curar com um abraço apertado, ou confortar com uma mensagem carinhosa.

Distância? Ela não é problema, porque esses presentinhos conseguem se fazer presentes mesmo a milhares de quilômetros. Não existe distância que afaste corações unidos. Isso é clichê, verdade. Mas amizade é clichê e amigos não se importam em serem clichês, não se importam se estão sendo ridículos ou se estão falando coisas sem sentido.  Não há com o que se preocupar, já que todos vão rir depois da piada sem graça, nem que seja rir da risada um do outro.

Amigos de verdade não se deixam abalar pelas discussões nos trabalhos de patologia, e se consolam depois de uma prova sinistra, de uma nota desesperadora, ou de uma aula infinita. Amigos discutem seus relacionamentos amorosos em alto e bom som comendo coxinha e bebendo suco de laranja na cantina, sem medo de serem felizes. E juntos se apoiam em todos os obstáculos, para juntos realizarem um grande sonho.

Existem amigos tão especiais que somente vê-los já nos faz sorrir, e que apenas com uma conversa conseguem tirar todo o peso das nossas costas, como num passe de mágica. Alguns amigos disponibilizam suas casas para os outros chorarem, e isso é muita generosidade (obrigada!). Certos amigos se beijam de vez em quando e ficam meio confusos, mas tudo se ajeita. Porque no fim das contas amigos são amigos, apesar dos beijinhos.

E nesse dia tão especial, eu agradeço aos meus queridos por me aturarem com as minhas chatices e frescurites. Agradeço por confiarem e acreditarem em mim, e por me fazerem acreditar em mim mesma.  Agradeço por todas as conversas, conselhos, encorajamentos, bagunças, estudos, trabalhos, festinhas, cinemas, tardes de risadas, os dias de sol, os dias de chuva, as viagens, e todas as histórias que tenho pra contar.

Obrigada por fazerem parte da minha vida, e claro, obrigada por me fazerem feliz!

Lívia C.B.

sábado, 23 de junho de 2012

Heart vs. Head


                                            You have a decision to make.

Paradoxo, contradição, contra senso, incoerência, divergência, indecisão. São substantivos que dominam completamente o cérebro de todos nós, em qualquer época, nas mais diversas situações.

Há muito tempo me pergunto o porquê de sermos tão confusos, tão indecisos. Porque é tão difícil tomar uma decisão e persistir nela? Porque é tão difícil entender o contexto, entender os outros, e principalmente, entender a si mesmo? Porque o simples tende a se tornar complicado e o complicado a se tornar impossível?

O fato é que vivemos um conflito interno constante entre o que queremos e o que sabemos ser o certo. A sabedoria popular diz que o coração e a cabeça não se dão muito bem. O grande escritor Augusto Cury diz que a mente humana é como o pêndulo de um relógio que flutua entre a razão e a emoção, e diz ainda que devemos tomar cuidado com os desvios desse pêndulo.

Acredito de verdade que somos tão indecisos e confusos porque não conseguimos chegar ao equilíbrio entre a nossa razão e a nossa emoção. O pêndulo desvia a direção, e nem se quer percebemos que algo mudou em nossa mente. Não é uma questão de imaturidade, é apenas a dificuldade natural de organizar os pensamentos e os sentimentos.

Isso é especialmente complexo quando a razão diz o que a emoção não quer ouvir. E é aí que os problemas acontecem. A razão pensa, a emoção não.  A razão decide, a emoção confronta. A razão explica, a emoção não aceita. E no fim desse angustiante cabo de guerra, a emoção quase sempre vence. Algumas vezes isso é bom pra nós, muitas vezes não é.

Realmente não sei como conseguir o equilíbrio. Até porque, sou o oposto de qualquer coisa que possa envolver equilíbrio. Vou do extremo da razão ao extremo da emoção em milésimos de segundo, é impressionante. Meu pêndulo não desvia de direção, ele da um giro de 360 graus seguido de um mortal pra trás e termina plantando bananeira.

Mas sabe, talvez encontrar esse equilíbrio seja sim uma missão impossível, não só pra uma pessoa maluca como eu, mas pra todos nós. Apesar disso, acho interessante começar a compreender como funciona a nossa mente, como agimos, como sentimos. Penso que quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais fácil é controlar os impulsos e discernir os momentos certos de seguir a razão, ou a emoção.

Ninguém precisa ser totalmente equilibrado, mas precisamos ter o controle da nossa razão pelo menos na medida de reconhecer o caminho errado, e o controle da nossa emoção pelo menos na medida de não tomar o caminho errado. Porque no fim, conseguir evitar uma decepção ou um arrependimento já é uma grande vitória.

Lívia C.B.