Dia 20 de Julho foi dia dos amigos e é pra eles esse post, para os pipoquentos que trazem um brilho especial para cada dia da minha vida.
Muitos dizem que amigos são passageiros, que logo virá a faculdade e novos amigos, que logo virá o trabalho e novos amigos, que sempre novos aparecerão, e os velhos aos poucos ficarão só na lembrança (talvez nem nela).
Acho que todos nós, que estamos a um passo de ultrapassar a fase escolar, temos esse medo. A separação é inevitável, cada um seguirá seu caminho e é muito difícil imaginar que em alguns anos podemos até nos esquecer dos nomes daqueles que hoje são a nossa segunda família.
Apesar do medo, acredito que a amizade é muito mais que convivência, que ela não conhece distância ou tempo. Isso quando é uma amizade de verdade, claro. Daquelas que servem de apoio nos momentos difíceis e felizes.
Assim, muitos e muitos amigos que passam por nossas vidas não ficarão por muito tempo e inevitavelmente serão esquecidos. Outros nos marcarão de tal forma que mesmo depois de muuuuito tempo as lembranças nos alegrarão e o carinho permanecerá. Com alguma sorte algum desses nos acompanhará por toda vida, mantendo contato, mesmo que a distancia.
Espero de verdade que essa sorte bata na minha porta e que eu esteja sempre presente na vida dos meus pipocos. Mas se não for assim, já sou muito grata e muito sortuda por todas as lembranças, todos os micos, todos os sorrisos, por todas as piadas, pelas tardes no clube sem fazer nada, pelos lanches no shopping, pelos “estudos”, pelas zoações, ironias, tiradas, pelos conselhos, consolos, por tudo!
Eu amo vocês e eu vou amar pra sempre. To com muuuuita saudade! Só por isso eu não vejo a hora das aulas começarem.
Beijoss pessoas , :)
sexta-feira, 23 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Um glamuroso mundo de horrores
É como eu defino os concursos de beleza infantil. Crianças, que deveriam estar brincando, são obrigadas a serem as mais belas, as mais bem vestidas, as mais engraçadinhas, as mais sorridentes, as mais tudo! No dicionário delas (e principalmente das mães delas) só existe um verbo: Vencer.
Esses concursos estão em toda parte. No Brasil, por exemplo, o Miss Infantil 2010 será no próximo domingo, dia 18 de Julho, em Santa Catarina. Especialmente nos Estados Unidos, eles são bastante difundidos e estão arraigados no estilo de vida das cidades interioranas.
Ontem, assisti um programa do Discovery Home and Health, chamado Pequenas Misses, e fiquei realmente assustada. Logo no começo a menininnha mostrava as centenas de coroas e faixas de premiação no quarto, as dezenas de vestidos que (sem nenhuma brincadeira) custavam dois mil dólares cada um! Os apliques, os dentes postiços (porque os dentes reais eram muito pequeninos e não valorizavam o sorriso), as fotos, tudo aquilo que a tornava a mais bela de todas! (palavras dela).
O pior veio depois. A “preparação” para o concurso é um horror. Primeiro, a mãe comprou uma tenda de bronzeamento artificial (sabe aquele spray?) e colocou no meio da sala. A menina chorava e gritava porque a tinta que a mãe borrifava nela ardia! E a mãe dizia “Calma, você ta com sono, já vai passar...” Depois, nos ensaios exaustivos, o sorriso nunca estava bom o bastante, a reboladinha nunca estava certa, nada estava bom, nada. Pelo amor de Deus! Ela tinha acabado de chegar da escola, com fome, e só ia comer se fizesse tudo certo!
No dia do concurso, dispenso as descrições sobre o look da criança (as imagens valem mais que mil palavras), ela estava doente, gripada, com febre e dor de barriga! Mesmo assim tinha que desfilar. E quando recebeu o premio máximo, disse para câmera: “Eu sempre soube que ia ganhar, hehe!” E sorriu.
Como pode essas mães fazerem isso com as pobrezinhas? Será um complexo enorme de inferioridade? Sim, porque elas só podem querer se realizar com a beleza e os prêmios da filha, não é? E não vêem que com isso estão criando meninas totalmente desajustadas, que provavelmente quando crescerem serão adolescentes infelizes e adultas depressivas. Tomara que não!
Bom, as imagens do post são de uma exposição que esteve na The Kopeikin Gallery (Califórnia/ USA), do dia 24 de outubro á 24 de dezembro de 2009, intitulada “High Glitz”. Foi um trabalho da fotógrafa norte-americana Susan Anderson que teve como objetivo alertar sobre o extravagante mundo dos concursos de beleza infantil.
Espero de verdade que nem todas as meninas do mundo que participam desses concursos, sejam assim tão judiadas. Espero que a maioria delas tenham pais ajustados e que cuidem do psicológico delas assim como cuidam dos cabelos e das unhas. Espero mesmo.
Beijos, até mais!
Esses concursos estão em toda parte. No Brasil, por exemplo, o Miss Infantil 2010 será no próximo domingo, dia 18 de Julho, em Santa Catarina. Especialmente nos Estados Unidos, eles são bastante difundidos e estão arraigados no estilo de vida das cidades interioranas.
Ontem, assisti um programa do Discovery Home and Health, chamado Pequenas Misses, e fiquei realmente assustada. Logo no começo a menininnha mostrava as centenas de coroas e faixas de premiação no quarto, as dezenas de vestidos que (sem nenhuma brincadeira) custavam dois mil dólares cada um! Os apliques, os dentes postiços (porque os dentes reais eram muito pequeninos e não valorizavam o sorriso), as fotos, tudo aquilo que a tornava a mais bela de todas! (palavras dela).
O pior veio depois. A “preparação” para o concurso é um horror. Primeiro, a mãe comprou uma tenda de bronzeamento artificial (sabe aquele spray?) e colocou no meio da sala. A menina chorava e gritava porque a tinta que a mãe borrifava nela ardia! E a mãe dizia “Calma, você ta com sono, já vai passar...” Depois, nos ensaios exaustivos, o sorriso nunca estava bom o bastante, a reboladinha nunca estava certa, nada estava bom, nada. Pelo amor de Deus! Ela tinha acabado de chegar da escola, com fome, e só ia comer se fizesse tudo certo!
No dia do concurso, dispenso as descrições sobre o look da criança (as imagens valem mais que mil palavras), ela estava doente, gripada, com febre e dor de barriga! Mesmo assim tinha que desfilar. E quando recebeu o premio máximo, disse para câmera: “Eu sempre soube que ia ganhar, hehe!” E sorriu.
Como pode essas mães fazerem isso com as pobrezinhas? Será um complexo enorme de inferioridade? Sim, porque elas só podem querer se realizar com a beleza e os prêmios da filha, não é? E não vêem que com isso estão criando meninas totalmente desajustadas, que provavelmente quando crescerem serão adolescentes infelizes e adultas depressivas. Tomara que não!
Bom, as imagens do post são de uma exposição que esteve na The Kopeikin Gallery (Califórnia/ USA), do dia 24 de outubro á 24 de dezembro de 2009, intitulada “High Glitz”. Foi um trabalho da fotógrafa norte-americana Susan Anderson que teve como objetivo alertar sobre o extravagante mundo dos concursos de beleza infantil.
Espero de verdade que nem todas as meninas do mundo que participam desses concursos, sejam assim tão judiadas. Espero que a maioria delas tenham pais ajustados e que cuidem do psicológico delas assim como cuidam dos cabelos e das unhas. Espero mesmo.
Beijos, até mais!
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