segunda-feira, 12 de julho de 2010

Um glamuroso mundo de horrores

É como eu defino os concursos de beleza infantil. Crianças, que deveriam estar brincando, são obrigadas a serem as mais belas, as mais bem vestidas, as mais engraçadinhas, as mais sorridentes, as mais tudo! No dicionário delas (e principalmente das mães delas) só existe um verbo: Vencer.



Esses concursos estão em toda parte. No Brasil, por exemplo, o Miss Infantil 2010 será no próximo domingo, dia 18 de Julho, em Santa Catarina. Especialmente nos Estados Unidos, eles são bastante difundidos e estão arraigados no estilo de vida das cidades interioranas.


Ontem, assisti um programa do Discovery Home and Health, chamado Pequenas Misses, e fiquei realmente assustada. Logo no começo a menininnha mostrava as centenas de coroas e faixas de premiação no quarto, as dezenas de vestidos que (sem nenhuma brincadeira) custavam dois mil dólares cada um! Os apliques, os dentes postiços (porque os dentes reais eram muito pequeninos e não valorizavam o sorriso), as fotos, tudo aquilo que a tornava a mais bela de todas! (palavras dela).



O pior veio depois. A “preparação” para o concurso é um horror. Primeiro, a mãe comprou uma tenda de bronzeamento artificial (sabe aquele spray?) e colocou no meio da sala. A menina chorava e gritava porque a tinta que a mãe borrifava nela ardia! E a mãe dizia “Calma, você ta com sono, já vai passar...” Depois, nos ensaios exaustivos, o sorriso nunca estava bom o bastante, a reboladinha nunca estava certa, nada estava bom, nada. Pelo amor de Deus! Ela tinha acabado de chegar da escola, com fome, e só ia comer se fizesse tudo certo!



No dia do concurso, dispenso as descrições sobre o look da criança (as imagens valem mais que mil palavras), ela estava doente, gripada, com febre e dor de barriga! Mesmo assim tinha que desfilar. E quando recebeu o premio máximo, disse para câmera: “Eu sempre soube que ia ganhar, hehe!” E sorriu.



Como pode essas mães fazerem isso com as pobrezinhas? Será um complexo enorme de inferioridade? Sim, porque elas só podem querer se realizar com a beleza e os prêmios da filha, não é? E não vêem que com isso estão criando meninas totalmente desajustadas, que provavelmente quando crescerem serão adolescentes infelizes e adultas depressivas. Tomara que não!



Bom, as imagens do post são de uma exposição que esteve na The Kopeikin Gallery (Califórnia/ USA), do dia 24 de outubro á 24 de dezembro de 2009, intitulada “High Glitz”. Foi um trabalho da fotógrafa norte-americana Susan Anderson que teve como objetivo alertar sobre o extravagante mundo dos concursos de beleza infantil.



Espero de verdade que nem todas as meninas do mundo que participam desses concursos, sejam assim tão judiadas. Espero que a maioria delas tenham pais ajustados e que cuidem do psicológico delas assim como cuidam dos cabelos e das unhas. Espero mesmo.

 Beijos, até mais!

domingo, 11 de julho de 2010

Meia noite, o telefone toca

M._ Alô.
F._ M. eu preciso falar com você, é muito sério, eu não posso mais...
M._ O que aconteceu? Você nunca me ligou assim tão tarde...
F._ Eu não posso mais, não consigo, não sou forte...
M._Fica calma, não chor...
F._ Não! Não tenta me consolar por favor, só escuta tá?
M._ Uhm, certo...
F._ Olha só – Ia ser muito difícil dizer aquilo, mas ela precisava. Não dava mais para fingir, e depois de um suspiro, ela começou - Eu me lembro muito bem das palavras que você me disse aquele dia. Você disse: “Eu tentei gostar de você, eu juro que tentei aprender a te amar, mas o amor não é algo que se aprende.” Quando você disse isso, foi como se meu coração quebrasse em mil pedacinhos, porque eu sabia o que vinha depois... “Não posso continuar te enganando, sim, foi bom, mas não dá mais. Espero não ter te decepcionado.” E meu coração já em mil pedacinhos, virou pó, era como se ele nem batesse no meu peito. Não sabia o que te dizer.
M._ F. a gente não precisa continuar remexendo no passado, isso só te machuca ainda mais!
F._ Eu preciso M., preciso... Então, eu nunca ia te dizer que eu não queria que acabasse, que eu precisava de você, que eu não queria te perder. Eu não podia dizer isso, eu não queria parecer fraca. O que eu respondi foi que não tinha problema, nós continuaríamos sendo amigos como sempre fomos e ponto final. Lembra?
M._ Lembro sim, lembro que me surpreendi com a sua calma e..
F._ É... Aquela calma fingida, como tudo que eu digo e faço perto de você durante esses meses.
M._ Como assim??
F._ Fingimento M., como você acha que eu me senti quando você estava com a B., ahn? Você realmente acha que eu não senti ciúmes? Você realmente acha que eu não morri por dentro? Você acha que me senti bem ao servir de cupido pra vocês, como uma amiga fiel e companheira?
M._ Mas eu só fiquei com ela uma vez e, e...você me disse que tava tudo bem!
F._ Disse, mas não era verdade. Eu te amo, eu sempre te amei, eu nunca deixei de te amar. Eu não sou forte, eu queria ser, mas não sou. Não consigo mais disfarçar e fingir que tudo está bem, porque toda vez que eu te vejo é como se meu mundo desabasse! Eu ainda sonho com você e até esqueço que tudo acabou! Me pego imaginando mil maneiras de te ter de volta, de te roubar um beijo, e até de te fazer sorrir! - E as lágrimas rolavam pela sua face enquanto as palavras saltavam da sua boca sem que ela pudesse evitar, palavras de dor e alívio, e com a voz abafada ela continuou - Por trás de cada gesto seu eu procuro um sinal, por trás de cada olhar eu procuro algum sentimento escondido, sempre quero atenção a mais, carinho a mais, algo a mais. É como se por dentro eu mendigasse a mínima chance de voltar com você. Isso pode ser qualquer coisa, menos amizade.
M._ O que eu faço pra te ajudar? Eu faço qualquer coisa! Não fica assim... Desculpa, eu não queria...
F._ Não tem o que desculpar, não é culpa sua, não é culpa de ninguém... A gente simplesmente não manda nos sentimentos..
M._ Não fica assim... por fav...
F._  Eu preciso me afastar de você tá? Não posso mais me machucar tentando ser sua amiga.
M._ Mas...
F._ Desculpa por tudo, mas eu tenho que deixar de te amar, eu preciso parar de sofrer.
M._ F., se você precisa se afastar pra se sentir melhor, tudo bem. Mas você sabe que pode contar comigo sempre, não sabe? Quer dizer, mesmo que eu não ame você do jeito que você gostaria, eu ainda gosto muito de você e não quero que você sofra. Eu sempre vou ser seu amigo, sempre, mesmo se você nunca conseguir ser só minha amiga.
F._ É só um tempo M., obrigada por me apoiar, obrigada pela sua amizade. E desculpa por ligar um hora dessas. Tenho que desligar.
M._ Fica bem tá?
F._ Tá, já estou bem melhor agora... Até depois...
Túú túú túú túú

Historinha temperada com muuito melodrama, estilo novela mexicana! :P, especialmente para 94ª semana, blorkutando.

Beijos, até mais!